sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Sesc Pompéia - Cultura e Arquitetura

O Serviço Social do Comércio (SESC) é uma instituição brasileira privada, sem fins lucrativos, mantida pelos empresários do comércio de bens, serviços e turismo, com atuação em todo âmbito nacional, voltada prioritariamente para o bem-estar social dos seus empregados e familiares, mas aberto à comunidade em geral. Atua nas áreas da Educação, Saúde, Lazer, Cultura e Assistência Médica.
Foi criado em 1946, no dia 13 de Setembro, pelo Decreto-Lei n° 9.853, em que o Presidente Eurico Gaspar Dutra autoriza a Confederação Nacional do Comércio a criar o Serviço Social do Comércio – SESC.
Entrada (Sesc Poussui uma única entrada)
SESC Pompeia é um centro de cultura e lazer em São Paulo, Brasil, que reúne teatros, quadras esportivas, piscina, lanchonete, restaurante, espaços de exposições, choperia, oficinas e internet livre, entre outros serviços. Seu projeto arquitetônico foi desenvolvido pela arquiteta Lina Bo Bardi em 1977. Arquitetura Premissas do projetoAo visitar a Fábrica de Tambores, o lugar onde seria implantado o SESC (1977), a arquiteta Lina Bo Bardi, encontrou uma bela construção, feita com estrutura pioneira no Brasil de concreto armado com vedações em alvenaria. O que mais chamou a atenção da arquiteta, porém, foi o espaço que, durante os finais de semana era povoado por famílias com crianças brincando e jovens se divertindo. A arquiteta, percebendo a espontaneidade e veracidade daquelas atividades, considerou a situação presenciada para o partido do projeto: “Pensei: isso tudo deve continuar assim, com toda esta alegria”.

Lateral dos Galpões da antiga Fabrica

A velha fábrica, construída a partir de tecnologia importada e sofisticada para a época, haveria, para a arquiteta, de ser reinventada. O projeto do SESC Pompeia propõe a manutenção do espaço livre dos galpões, mas sugere catalisadores das atividades e da vitalidade do lugar: as funções da antiga estrutura seriam reprojetadas e o projeto de tecnologia fabril seria convertido em um projeto moderno. Em todo caso, os usos populares captados por Lina seriam mantidos e permeados por espelhos d’água, lanchonetes, bibliotecas, obras de arte, etc. Para que o terreno pudesse comportar todo o programa previsto para o SESC da Pompeia, com a opção de manter a velha fábrica, seria necessário edificar duas torres no final do lote. Decisão adotada pela arquiteta e que conferiu também aspecto monumental para o complexo.
Contraste entre as construções

Alguns processos construtivos artesanais foram pesquisados e incorporados na reforma da fábrica e na construção dos edifícios: os coletores de águas pluviais da rua interna foram feitos com técnica simples, pouco usuais para a estética moderna; já os mosaicos dos banheiros remetem a construções e artes populares. O espelho d’água com seixos rolados permeia o espaço livre do galpão da fábrica. As peculiaridades americanas, brasileiras, são elementos incorporados ao projeto.
O lugar aberto para apropriação e o processo inventivo é frequentemente invocado pela arquitetura do SESC Pompeia: o teatro dissolve a conformação tradicional do teatro de ópera e pede adaptações para o espaço atípico das peças a serem apresentadas ali. O público sempre enxerga outra parte do público de frente, ao contrário do que ocorre tradicionalmente, em que a plateia encara o artista. Já o artista procura novas formas de expressão e comportamento no palco com duas frentes. Para qual lado deve ele estar voltado? As cadeiras desconfortáveis também provocam o público. A função perturbadora do objeto é encarada não como uma falha de desenho, mas, desde o início, como uma intenção do discurso: “os estofados aparecem nos teatros áulicos das cortes, no setecentos e continuam até hoje no ‘confort’ da sociedade de consumo”, escreve Lina.

 Rua central
O projeto do SESC Pompeia concretiza a rua interna da fábrica transformando-a num palco para manifestações espontâneas ou para apresentações agendadas. A rua, em declive, perpassa o programa cultural e de serviço, e conduz o visitante para uma área mais reservada, que abriga sobretudo o balneário e o programa de esportes. No interior do lote há um encontro de “vias” de pedestres: a rua principal com a rua construída sobre o Córrego das Águas Pretas. Com essas situações Lina trás o ambiente urbano para dentro do edifício. A rua interna do SESC prolonga o espaço da cidade para o terreno.
Tomada aerea da antiga fabrica

As águas do córrego desenham uma área ‘non-edificandi’ e determinam substancialmente o projeto. Optando por manter os belos galpões da antiga fábrica e reservando o córrego para um deck de madeira que respeita assim as impossibilidades construtivas do terreno, resta a arquiteta construir em duas pequenas áreas separadas pelo fio d’água. O programa extenso exige verticalização e a distância dos dois espaços edificáveis sugere uma solução simples, mas nem por isso menos eficiente e poética, a ocupação do espaço aéreo do córrego por robustas passarelas. O resultado aponta para uma total integração e continuidade dos espaços de atividades e circulação. Sob as passarelas a água mantém-se preservada, ainda que não totalmente aparente ao ar livre, apenas protegida por um deck de piso frio, de madeira. Mesmo dentro do lote, o projeto concebe um espaço extraordinariamente urbano.A arquitetura e sua apropriação popular as obras de Lina acreditam no potencial popular de criação e dão voz e espaço para que isso aconteça: os espaços por ela mesmo ditos “feios” e inacabados convidam a serem construídos e reconstruídos, no próprio uso ganharem significados. Os projetos fazem uma apropriação, digestão e proposição de um novo moderno, genuinamente local, brasileiro, a partir da incorporação da “gente”. Esse pensamento permeia a conceituação do vão livre do MASP, em suas grandes manifestações populares; a escada do museu como pequeno palanque ou palco e a forma de exposição das obras no último piso, todas em igualdade, pairando sobre o piso livre. Esse mesmo pensamento dá intensidade e sentido também para o SESC Pompeia.
 Corredor interior, constrate na arquitetura
Importância histórica Sobre esta obra de Lina e seus desdobramentos no metiê da arquitetura, Luís Antonio Jorge escreve em sua tese de doutorado pela FAUUSP: “Este projeto é um acontecimento para a geração nos anos 80, que reconhecia na obra um ponto de inflexão na história da arquitetura contemporânea; dissonante num contexto marcado pela afasia; extravagante, provocativo e delirante onde só se via repetição; poético e criativo, ocupando um vazio de debates e reflexões. A antiga Fábrica de Tambores da Pompeia tornou-se um marco nos debates sobre revitalização no Brasil, a começar pelos cursos de arquitetura. A opção valorativa da revitalização dos edifícios, e o pensamento sobre formas de intervenção, se não chegaram a ser um trabalho onde a grande maioria dos arquitetos estivesse envolvida profissionalmente, tornou-se mais do que um tema oportuno, uma discussão comum nas escolas de arquitetura, sobretudo nos temas de Trabalhos Finais de Graduação.”

 Bibliografia: Serviço Social do Comércio (SESC)


domingo, 6 de novembro de 2011

III Entoada Nordestina

Nos dias 22 e 23 de outubro de 2011 , no Bosque do Povo em São Caetano do Sul, ocorreu a III Entoada Nordestina, que expõe a cultura e as tradições do povo nordestino.Com o objetivo de homenagear a comunidade nordestina local, o evento teve entrada gratuita, e reuniu manifestações culturais e artísticas da região, além de comidas típicas.


O evento contou com música,teatro e cinema.
Os costumes e tradições muitas vezes variam de estado para estado. Apesar de ser uma cultura particula, típica. Sua base é luso-brasileira, com grandes influências africanas. A riqueza cultural dessa região é visível para além de suas manifestações folclóricas e populares.


A literatura nordestina pode-se citar a literatura popular de cordel que remonta ao período colonial e numerosas manifestações artísticas.Diversos autores contribuem  para o cenário literário brasileiro e destacam-se nomes como Jorge Amado, José de Alencar, , Clarice Lispector, Graciliano Ramos e Manuel Bandeira, dentre muitos outros.


Na música popular, destacam-se ritmos  tais como coco, xaxado, martelo agalopado, samba de roda, baião, xote, forró, Axé e frevo, dentre outros ritmos. Na dança, destacam-se o maracatu, praticado em diversas partes do Nordeste, o frevo (característico de Pernambuco) o bumba-meu-boi, o xaxado, diversas variantes do forró, o tambor-de-crioula (característico do Maranhão), etc.



As músicas folclóricas quase sempre são acompanhadas de danças.O artesanato é também uma parte relevante da produção cultural do Nordeste, sendo inclusive o ganha-pão de milhares de pessoas por toda a região. A culinária nordestina é variada, refletindo, quase sempre, as condições econômicas e produtivas das diversas paisagens geoeconômicas dessa região.Este evento não foi apenas para homenagear os moradores nordestinos locais, como também para disseminar a sua cultura para aqueles que tem pouco conhecimento sobre ela de forma que ela não seja depreciada por falta de informação.


O preconceito contra nordestinos é real, apesar de estarmos no século XXI, a sociedade brasileira possui muitas barreira culturais cabendo a nós e a enventos como esse, conscientizar a população.

sábado, 29 de outubro de 2011

Dos Reis Magos a Vila Madalena

Criado pelos catequistas da época do Brasil-Colônia, o Maracatu surgiu como uma forma de tentar aproximar as crenças dos indígenas e dos negros ao catolicismo. Sua origem relaciona-se às festas em honra aos Reis Magos, que foram instituídas pelos missionários catequistas. Nascido como cerimônia católica de coroação do Rei e da Rainha do Congo, acontecia na dia de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos.



Ao longo dos séculos, o Maracatu difundiu-se principalmente entre os negros, tornando-se uma manifestação cultural típica do Nordeste. Nos tempos mais recentes, através dos processos migratórios para o Sul e Sudeste, essa dança se espalhou por várias partes do país.


Como grande pólo de atração de emigrantes nordestinos, São Paulo começou a testemunhar “pessoalmente” a prática do Maracatu, culminando nos dias atuais onde temos diversos grupos de ensino do Maracatu espalhados pela cidade. Um deles é o Grupo Bloco de Pedra, que trabalha com o Maracatu de Baque Virado.



Fundado em Janeiro de 2005, o Bloco de Pedra possui cerca de 80 músicos e 20 dançarinos e integra o projeto Calo na Mão, que oferece três atividades: a Oficina de Maracatu, o Curso de Introdução ao Maracatu e a Oficina de Construção de Instrumentos. As atividades são sempre realizadas na Escola Profº A. Alves Cruz, na Vila Madalena, São Paulo, aos Sábados, das 14 às 17 horas, exceto a Oficina de Instrumentos, que é ministrada das 10 às 13 horas.


Chama a atenção nos ensaios e aulas do grupo, o entrosamento e a alegria dos alunos, professores e visitantes, todos envolvidos pelo ritmo forte e contagiante dos tambores. As roupas típicas completam o espetáculo de cor e movimento da dança.


Conversando com os alunos e visitantes, encontramos pessoas que no dia-a-dia exercem tarefas comuns, mas que não dispensam esse “descarrego” do stress proporcionado pelo Maracatu. Vale ressaltar que as aulas de todas as atividades são gratuitas, o que proporciona a participação de pessoas de todas as classes sociais.


 Mais uma opção de lazer e cultura pouco difundida na cidade, o grupo Bloco de Pedra se destaca com um trabalho belo e persistente, aproximando uma parte da cultura tradicional brasileira à essa metrópole de todos os povos que é São Paulo.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Avenida Paulista trabalho, correria, estresse e Capoeira!

Apesar de muito conhecida, poucas pessoas tem o conhecimento que a capoeira foi um importante instrumento na luta e libertação dos escravos.
Após a abolição da escravatura e durante um longo período os capoeiristas foram considerados como marginais pela sociedade, devido à liberdade alguns escravos não tinham como sobreviverem e assim usavam da capoeira para saquear casas e mercearias marginalizando assim todos os capoeiristas. Por esse motivo Marechal Deodoro da Fonseca em 1890 introduziu a capoeira no Código Penal Brasileiro, decreto número 847, de 11 de Outubro de 1890, decretando a proibição da capoeira, como as penas eram severas aos praticantes, por anos a capoeira foi praticada as escondidas em becos, vilas e praias. Na década de 30, após uma apresentação de Mestre Bimba, a capoeira foi reconhecida como pratica esportiva e finalmente liberada pelo então presidente da Republica Getúlio Vargas.


Preparando os instrumentos para começar a roda.

Atualmente, a Capoeira adquiriu e vem adquirindo, conquistando novas roupagens, se tornando consumível a um número maior de pessoas. Recebe divulgação e cria mercados e mercadorias em função da sua prática.
Aquecimento da Bateria.
Hoje ela é praticada por muitos jovens das mais diferentes classes em escolas, nas ruas, em grandes eventos, em projetos sociais de sucesso, nas universidades, nas academias de arte marcial, em campeonatos nacionais e internacionais, e cada vez mais conquista o mérito de autêntica cultura nacional. Prova real disso é a concentração de capoeirista do Grupo Abadá Capoeira que pelo menos uma sexta feira do mês que chama total atenção dos transeuntes e estudantes dos arredores com sua bela apresentação em frente ao Prédio da Fundação Gazeta na Avenida Paulista.

Capoeira não discuti classe, religião ou credo, mas acolhe a todos.

A Capoeira, de um modo geral, independente da escola, ainda guarda certo apelo de volta às origens, produzindo identidade entre pessoas e grupos. Ao incorporar determinadas características culturais, a Capoeira vai pouco a pouco se misturando, tal como a cultura brasileira vem fazendo.
Capoeira Angola tradição total.

Assim como no seu início, a Capoeira atualmente também agrega diferentes pessoas de diferentes origens étnicas, culturais, sociais e ideológicas, dando sentido a essa multiplicidade por meio dos seus fundamentos.
O público praticante de Capoeira no Brasil é um público jovem, que vê na prática da Capoeira a resposta para o ideal de juventude que busca para si, um ideal associado à beleza, à liberdade, à curtição, ao vigor físico, etc. Por ser uma rica e complexa manifestação cultural, a Capoeira incorpora os valores e os códigos de seu tempo, adapta-se a eles e se reinventa a partir deles.
Movimentos precisos, com muita malicia e gingado.
Associada à marginalidade no passado, a Capoeira hoje atrai cada vez mais adeptos para a sua filosofia e praticantes para as suas técnicas. Conseguiu destaque no cenário internacional dos esportes de combate, nas academias no exterior, e, até mesmo na diplomacia, pois cada vez que o Brasil faz qualquer apresentação cultural oficial no exterior, a Capoeira está entre as atrações da apresentação.

Roda de capoeira

Por fim, cabe dizer que a Capoeira é o único esporte genuinamente brasileiro. Arraigada a cultura da nossa nação, deve ser cada vez mais valorizada e praticada, pois é um patrimônio histórico, desportivo, cultural e artístico do povo brasileiro.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Salão Duas Rodas 2011

Salão Duas Rodas 2011

Entre os dias 04 e 09 de outubro de 2011, aconteceu no pavilhão de exposições do Anhembi a 11ª edição do Salão Duas Rodas, evento voltado aos apaixonados por motos, bicicletas e quadriciclos. Entre os expositores, marcaram presença as grandes montadoras nacionais, como Honda, Yamaha, Suzuki, Dafra e Kasinski. Dentre os internacionais, destaque para BMW, KTM e a recém emancipada Harley-Davidson.
  Quadriciclos de luxo expostos no estande da Can-Am

As montadoras nacionais fizeram bonito e levaram suas linhas completas para o Salão, permitindo aos empolgados visitantes conhecerem de perto os bólidos que figuram em suas listas de desejos, como as concorridas superesportivas de mais de 1000 cilindradas.
No quesito popularidade, assim como as esportivas, as econômicas scooters mostraram todo seu carisma, provocando filas de visitantes em busca de informações com os representantes, indicando o grande interesse do público em soluções de transporte para as grandes cidades como São Paulo.
Falando em soluções de transporte, outro ponto notável foi o interesse do público nas bicicletas, o que mostra que o conceito de bicicleta como meio de transporte, e não só de lazer, está cada vez mais popular. A grande presença de fabricantes de bicicletas, principalmente motorizadas, mostrou que a indústria percebeu essa mudança de comportamento e está agindo de acordo.
As magrelas marcaram sua presença no Salão Duas Rodas

Outro nicho bastante procurado pelos clientes foi o de acessórios, onde figuraram como estrelas os capacetes e botas, e como coadjuvantes, luvas, vestimentas especiais e óculos de proteção.
Acessórios também tiveram destaque na feira
Além dos acessórios para o motociclista, os empresários da área da manutenção não foram esquecidos. Diversos fabricantes de ferramentas e acessórios que visam otimizar o trabalho desses profissionais levaram seus produtos para o evento. Plataformas, ferramentas, peças e até soluções completas de lay-out de oficinas podiam ser analisados, testados e encomendados.
Peças e ferramentas inovadoras agradaram aos empresários do ramo da manutenção

Voltando às montadoras, não podemos deixar de falar da BMW, que trouxe seus principais modelos ao Salão, acenando ao ascendente mercado das motos de luxo. Em seu estande foi montado também um espaço exclusivo para quem já é cliente da marca alemã, com o intuito de mostrar aos futuros clientes que eles não serão esquecidos após fazer o pagamento.
Marcas internacionais como a BMW se aproximaram mais do público brasileiro

Mas o destaque da feira não foram os dedicados alemães, mas os ousados americanos. Após anos de conflitos judiciais com o Grupo Izzo (seu ex-representante no Brasil), a Harley-Davidson chega com força total em território canarinho, afim de recuperar rapidamente o terreno (e principalmente os clientes) perdido durante a má atuação de seu ex-parceiro. Estande luxuoso, assessores atenciosos, promoters simpáticas e bem informadas (coisa raríssima nesse tipo de evento), duas lojas de acessórios (uma para as motos e outra para os motociclistas), além de um típico bar americano a la Rota 66. Tudo isso para mostrar que a impressão deixada nos últimos anos não condiz com as intenções que a marca tem para o Brasil. Cabe ressaltar que dentre as importadas, a Harley foi a única que trouxe sua linha completa, não só os modelos que são ou serão comercializados no país, indicando que sua linha de produtos não será engessada como as de outras marcas.
A Harley-Davidson mostrou que quer conquistar os brasileiros perdidos pelo Grupo Izzo
Para o final, não poderíamos deixar de citar o “produto” mais procurado e mais desejado do Salão Duas Rodas. Assim como no Salão do Automóvel, as máquinas perdem um pouco de seu brilho para as belíssimas modelos contratadas para recepcionar os visitantes nos estandes. De cada 10 fotografias tiradas pelo homens presentes, 9 certamente eram das modelos.
Modelo da Suzuki mostra simpatia no Salão Duas Rodas

Homens adoram motos, e se as motos estiverem “decoradas” por belas mulheres, melhor ainda, por isso, ponto certo para a Dafra, que contou com as panicats Juju Salimeni e Babi Rossi em seu estande na primeira noite do evento. Uma multidão de marmanjos se aglomerou ao redor das duas beldades, que por quase duas horas, posaram pacientemente para fotografias com os ainda mais pacientes visitantes que enfrentaram a enorme fila para chegar mais perto das duas.
Triciclo KVRA, de Alexandre Marzola foi veículo mais excêntrico do Salão

No geral, podemos dizer que essa 11ª edição do Salão Duas Rodas evoluiu em relação ao último, o que não compensa os mesmos problemas de sempre, como deficiente praça de alimentação com preços abusivos, obstáculos à circulação pelos corredores (problema recorrente do Anhembi), quantidade de bloqueios de acesso e totens de auto-atendimento insuficientes e funcionários mal-informados e despreparados.  A evolução maior fica por conta das montadoras, que apresentaram instalações de bom nível, estandes interessantes e bem dimensionados, acesso livre e indiscriminado aos produtos apresentados, enfim, o tipo de respeito que o público brasileiro gosta e merece receber. Só falta a Alcântara Machado aprender um pouco com seus clientes para termos uma feira realmente de padrão internacional.




sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Rino Mania na Avenida Paulista.

Quem anda pelas calçadas da Avenida Paulista, não deixa de notar o novo movimento artístico Rino Mania.
O projeto foi desenvolvido pela Wild in Art e patrocinado pela Duratex.


Seu principal objetivo é desenvolver a cultura regional, ensino de artes com criatividade e informações úteis sobre animais em extinção, não só no Brasil, como no mundo.
A Idéia de usar um Rinoceronte partiu do logo da patrocinadora Duratex em comemoração ao seus 60 anos.

A previsão é expor cerca de 60 esculturas pintadas por artistas. A seleção destes artistas foi feita publicamente através da rede social Facebook. De 151 projetos recebidos, 75 foram selecionados e distribuidos em pontos estratégicos da cidade de São Paulo.

Os objetivos desse movimento são:
* Conscientizar os alunos e professores sobre a preservação de animais ameaçados de extinção, no Brasil e no mundo.
* Desenvolver o entusiasmo de professores e alunos na aprendizagem de ensino da arte e de técnicas de pintura.
* Estimular a imaginação dos alunos e desenvolver a confiança no desenvolvimento criativo praticado coletivamente por meio de atividades manuais.
* Conhecer e disseminar a identidade cultural da região, aproximando a decoração do rinoceronte dos aspectos sociais e culturais mais relevantes da comunidade escolar e envolvida no projeto Rino Mania.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Trabalhadores da Paulista

Como grande centro comercial e cultural que é, a região da Av. Paulista concentra um sem-número de trabalhadores das mais diversas áreas de atuação. No período noturno, com o aumento do movimento cultural, os funcionários de escritórios perdem o papel principal para garçons, jornaleiros, manobristas e outros.
Hoje apresentamos um breve perfil de 5 trabalhadores da região.

Edson Souza Dantas, Jornaleiro.

TDF: Há quanto tempo você trabalha na paulista?
Edson: 14 Anos.
TDF: Conte uma situação curiosa que aconteceu durante o seu tabalho.
Edson: O que aconteceu de curioso, foi quando alguns clientes vieram a procura de alguns artigos femininos. Como "Xuxinha" de Cabelo, as bancas de jornais tem muita variedade, mas também não tem de tudo!
TDF: O que você acha de trabalhar na região?
Edson: Gosto muito de trabalhar aqui, se não gosta, não fica!

 
José Arildo, Vendedor de amendoim.

TDF: Há quanto tempo você trabalha na paulista?
José: Trabalho ha 11 anos.
TDF: Conte uma situação curiosa que aconteceu durante o seu tabalho.
José: Uma situação engraçada ocorreu, quando uma mulher foi assaltada por um trombadinha e ele saiu correndo e me derrubou com os amendoins e tudo!
TDF: O que você acha de trabalhar na região?
José: Gosto muito de trabalhar aqui, consigo vender muitos amendoins.

 
Antonio Alves (Toninho), Garçom.

TDF: Há quanto tempo você trabalha na paulista?
Toninho: 15 anos.
TDF: Conte uma situação curiosa que aconteceu durante o seu tabalho.
Toninho: O que aconteceu de inusitado foi quanto uma mulher largou do namorado, ficou com outro rapaz, largou ele e ficou ou um terceiro rapaz na mesma noite. Não é normal.
TDF: O que você acha de trabalhar na região?
Toninho: Gosto muito de trabalhar aqui no bar, todo mundo gosta de trabalhar aqui na Paulista. O que mais gostava daqui era quando tinha telões espalhados pela avenida.

 
Wagner Manoel, Manobrista.

TDF: Há quanto tempo você trabalha na paulista?
Wagner: Trabalho ha 1 ano.
TDF: Conte uma situação curiosa que aconteceu durante o seu tabalho.
Wagner: Uma vez quando uma viatura de polícia bateu com um outro veículo que estava com 2 ladrões em fuga.
TDF: O que você acha de trabalhar na região?
Wagner:  Gosto muito de trabalhar por aqui!

 
Ricardo Carllaccio, Vendedor de livros.

TDF: Há quanto tempo você trabalha na paulista?
Ricardo: Trabalho há 10 anos.
TDF: Conte uma situação curiosa que aconteceu durante o seu tabalho.
Ricardo: Uma vez eu tropecei em um cadáver, na calçada em frente ao hospital HCor. Fiquei meio chocado.
TDF: O que você acha de trabalhar na região?
Ricardo: Acho meio monótono de trabalhar aqui, de acordo com o meu estilo de vida. Consigo vender bastante livros.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Vida Social Após Horário Comercial

Na cidade de São Paulo, especialmente na região central, observamos diariamente um fenômeno comportamental que se relaciona diretamente com o tipo de ocupação da região. Tal fenômeno se constitue por uma visível desertificação populacional dessas regiões após o horário comercial nos dias úteis. 
Trabalhador retorna para casa pela Av. Paulista
Dada a baixa taxa de ocupações residenciais, associada à falta de opções de lazer, a população dessas áreas decai enormemente no período noturno. Como exceção a isso, encontramos na área do centro expandido um bolsão de vida noturna, na região da Av. Paulista.
Morador da Paulista passeia com sua mini-moto
Dominada predominantemente pelos trabalhadores durante o dia, após o expediente a Paulista se torna palco de hábitos comuns aos bairros tipicamente residenciais da cidade. No intervalo entre as 17 e as 19 horas, observamos um enorme fluxo de milhares de pessoas deixando seus trabalhos e retornando a suas casas, bem como um contra-fluxo de pessoas chegando a essa região. Nesse contra-fluxo encontramos principalmente estudantes e moradores da região (que concentra uma quantidade considerável de imóveis residenciais).
Família passeia após mais um dia de trabalho
Quando a noite cai na Paulista, o exército de ternos e taillers dá lugar às roupas confortáveis, pessoas passeando com seus cães, corredores, skatistas e pais e filhos passeando após mais um dia de trabalho. Com suas inúmeras opções de lazer e cultura, a região da Paulista se mostra uma das opções mais desejadas para moradia na cidade. 
Após um dia de trabalho, a Paulista se torna área de lazer
Apenas o tráfego sempre intenso de veículos nos lembra que estamos num dos principais centros comerciais da cidade. Diferentemente de bairros monofuncionais, a região da Paulista nos mostra que é possível a convivência harmoniosa entre trabalho e vida social, servindo de exemplo para bairros como Moema, Vila Olímpia e Vila Madalena, que seguindo os mesmos passos se tornaram referência em qualidade de vida na cidade de São Paulo, e nos mostrando que sim, existe vida após as 18 horas.

Família leva seu cachorro para passear na Av. Paulista




domingo, 11 de setembro de 2011

Hábitos e práticas na Grande Avenida


Considerada como um dos cartões postais mais simbólicos de São Paulo, a Avenida Paulista é cenário de contradições entre cumprimento e descumprimento das leis brasileiras.
Em meio aos seus suntuosos edifícios e centenas de transeutes, é possível observar grupos de pessoas que se reúnem nos estabelecimentos da grande avenida em busca de descontração. Não raro, o divertimento vem acompanhado de bebidas alcoólicas, cigarros e muita conversa, e alguns destes itens além de serem perigosos, não agradam muito aos que vivem nos arredores.
Moradores dos edifícios localizados na Avenida Paulista sentem-se incomodados com o ruídos ocasionados pelo público frequentador dos bares. Além disso, a sujeira deixada nos canteiros, mostram que a preservação do espaço não parece ser a preocupação de alguns destes frequentadores, assim como não parece preocupá-los a perigosa combinação entre bebida e direção.
Ainda que haja fiscalização, a lei seca nem sempre é respeitada pela maioria e o resultado desta conduta é a ocorrência de acidentes que podem ser fatais.
Os bares, em contrapartida, parecem dar mais importância as leis do país. Para atender a lei anti-fumo muitos estabelecimentos fixaram cinzeiros nos ambientes externos para que a fumaça do cigarro não seja inalada pelos não fumantes. Dessa forma, ambos os públicos, fumantes e não fumantes, podem se descontrair nas noites da grande avenida.
Como palco de boas e más práticas, a Avenida Paulista continua sendo parte importante do retrato de São Paulo.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Fiscalização da Lei Seca na Paulista
Desrespeito a Lei Seca continua nos bares da Paulista. 

Bares respeitam a Lei anti-fumo com cinzeiros no ambiente externo.


Ruído dos bares gera incômodo aos moradores da Paulista.

Acúmulo de lixo é comum nos arredores dos bares da Paulista.