Ao longo dos séculos, o Maracatu difundiu-se principalmente
entre os negros, tornando-se uma manifestação cultural típica do Nordeste. Nos
tempos mais recentes, através dos processos migratórios para o Sul e Sudeste,
essa dança se espalhou por várias partes do país.
Como grande pólo de atração de emigrantes nordestinos, São Paulo começou a testemunhar “pessoalmente” a prática do Maracatu, culminando nos dias atuais onde temos diversos grupos de ensino do Maracatu espalhados pela cidade. Um deles é o Grupo Bloco de Pedra, que trabalha com o Maracatu de Baque Virado.
Fundado em Janeiro de 2005, o Bloco de Pedra possui cerca de
80 músicos e 20 dançarinos e integra o projeto Calo na Mão, que oferece três
atividades: a Oficina de Maracatu, o Curso de Introdução ao Maracatu e a
Oficina de Construção de Instrumentos. As atividades são sempre realizadas na
Escola Profº A. Alves Cruz, na Vila Madalena, São Paulo, aos Sábados, das 14 às
17 horas, exceto a Oficina de Instrumentos, que é ministrada das 10 às 13
horas.
Chama a atenção nos ensaios e aulas do grupo, o entrosamento e a alegria dos alunos, professores e visitantes, todos envolvidos pelo ritmo forte e contagiante dos tambores. As roupas típicas completam o espetáculo de cor e movimento da dança.
Conversando com os alunos e visitantes, encontramos pessoas
que no dia-a-dia exercem tarefas comuns, mas que não dispensam esse
“descarrego” do stress proporcionado pelo Maracatu. Vale ressaltar que as aulas
de todas as atividades são gratuitas, o que proporciona a participação de
pessoas de todas as classes sociais.



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