sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Rino Mania na Avenida Paulista.

Quem anda pelas calçadas da Avenida Paulista, não deixa de notar o novo movimento artístico Rino Mania.
O projeto foi desenvolvido pela Wild in Art e patrocinado pela Duratex.


Seu principal objetivo é desenvolver a cultura regional, ensino de artes com criatividade e informações úteis sobre animais em extinção, não só no Brasil, como no mundo.
A Idéia de usar um Rinoceronte partiu do logo da patrocinadora Duratex em comemoração ao seus 60 anos.

A previsão é expor cerca de 60 esculturas pintadas por artistas. A seleção destes artistas foi feita publicamente através da rede social Facebook. De 151 projetos recebidos, 75 foram selecionados e distribuidos em pontos estratégicos da cidade de São Paulo.

Os objetivos desse movimento são:
* Conscientizar os alunos e professores sobre a preservação de animais ameaçados de extinção, no Brasil e no mundo.
* Desenvolver o entusiasmo de professores e alunos na aprendizagem de ensino da arte e de técnicas de pintura.
* Estimular a imaginação dos alunos e desenvolver a confiança no desenvolvimento criativo praticado coletivamente por meio de atividades manuais.
* Conhecer e disseminar a identidade cultural da região, aproximando a decoração do rinoceronte dos aspectos sociais e culturais mais relevantes da comunidade escolar e envolvida no projeto Rino Mania.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Trabalhadores da Paulista

Como grande centro comercial e cultural que é, a região da Av. Paulista concentra um sem-número de trabalhadores das mais diversas áreas de atuação. No período noturno, com o aumento do movimento cultural, os funcionários de escritórios perdem o papel principal para garçons, jornaleiros, manobristas e outros.
Hoje apresentamos um breve perfil de 5 trabalhadores da região.

Edson Souza Dantas, Jornaleiro.

TDF: Há quanto tempo você trabalha na paulista?
Edson: 14 Anos.
TDF: Conte uma situação curiosa que aconteceu durante o seu tabalho.
Edson: O que aconteceu de curioso, foi quando alguns clientes vieram a procura de alguns artigos femininos. Como "Xuxinha" de Cabelo, as bancas de jornais tem muita variedade, mas também não tem de tudo!
TDF: O que você acha de trabalhar na região?
Edson: Gosto muito de trabalhar aqui, se não gosta, não fica!

 
José Arildo, Vendedor de amendoim.

TDF: Há quanto tempo você trabalha na paulista?
José: Trabalho ha 11 anos.
TDF: Conte uma situação curiosa que aconteceu durante o seu tabalho.
José: Uma situação engraçada ocorreu, quando uma mulher foi assaltada por um trombadinha e ele saiu correndo e me derrubou com os amendoins e tudo!
TDF: O que você acha de trabalhar na região?
José: Gosto muito de trabalhar aqui, consigo vender muitos amendoins.

 
Antonio Alves (Toninho), Garçom.

TDF: Há quanto tempo você trabalha na paulista?
Toninho: 15 anos.
TDF: Conte uma situação curiosa que aconteceu durante o seu tabalho.
Toninho: O que aconteceu de inusitado foi quanto uma mulher largou do namorado, ficou com outro rapaz, largou ele e ficou ou um terceiro rapaz na mesma noite. Não é normal.
TDF: O que você acha de trabalhar na região?
Toninho: Gosto muito de trabalhar aqui no bar, todo mundo gosta de trabalhar aqui na Paulista. O que mais gostava daqui era quando tinha telões espalhados pela avenida.

 
Wagner Manoel, Manobrista.

TDF: Há quanto tempo você trabalha na paulista?
Wagner: Trabalho ha 1 ano.
TDF: Conte uma situação curiosa que aconteceu durante o seu tabalho.
Wagner: Uma vez quando uma viatura de polícia bateu com um outro veículo que estava com 2 ladrões em fuga.
TDF: O que você acha de trabalhar na região?
Wagner:  Gosto muito de trabalhar por aqui!

 
Ricardo Carllaccio, Vendedor de livros.

TDF: Há quanto tempo você trabalha na paulista?
Ricardo: Trabalho há 10 anos.
TDF: Conte uma situação curiosa que aconteceu durante o seu tabalho.
Ricardo: Uma vez eu tropecei em um cadáver, na calçada em frente ao hospital HCor. Fiquei meio chocado.
TDF: O que você acha de trabalhar na região?
Ricardo: Acho meio monótono de trabalhar aqui, de acordo com o meu estilo de vida. Consigo vender bastante livros.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Vida Social Após Horário Comercial

Na cidade de São Paulo, especialmente na região central, observamos diariamente um fenômeno comportamental que se relaciona diretamente com o tipo de ocupação da região. Tal fenômeno se constitue por uma visível desertificação populacional dessas regiões após o horário comercial nos dias úteis. 
Trabalhador retorna para casa pela Av. Paulista
Dada a baixa taxa de ocupações residenciais, associada à falta de opções de lazer, a população dessas áreas decai enormemente no período noturno. Como exceção a isso, encontramos na área do centro expandido um bolsão de vida noturna, na região da Av. Paulista.
Morador da Paulista passeia com sua mini-moto
Dominada predominantemente pelos trabalhadores durante o dia, após o expediente a Paulista se torna palco de hábitos comuns aos bairros tipicamente residenciais da cidade. No intervalo entre as 17 e as 19 horas, observamos um enorme fluxo de milhares de pessoas deixando seus trabalhos e retornando a suas casas, bem como um contra-fluxo de pessoas chegando a essa região. Nesse contra-fluxo encontramos principalmente estudantes e moradores da região (que concentra uma quantidade considerável de imóveis residenciais).
Família passeia após mais um dia de trabalho
Quando a noite cai na Paulista, o exército de ternos e taillers dá lugar às roupas confortáveis, pessoas passeando com seus cães, corredores, skatistas e pais e filhos passeando após mais um dia de trabalho. Com suas inúmeras opções de lazer e cultura, a região da Paulista se mostra uma das opções mais desejadas para moradia na cidade. 
Após um dia de trabalho, a Paulista se torna área de lazer
Apenas o tráfego sempre intenso de veículos nos lembra que estamos num dos principais centros comerciais da cidade. Diferentemente de bairros monofuncionais, a região da Paulista nos mostra que é possível a convivência harmoniosa entre trabalho e vida social, servindo de exemplo para bairros como Moema, Vila Olímpia e Vila Madalena, que seguindo os mesmos passos se tornaram referência em qualidade de vida na cidade de São Paulo, e nos mostrando que sim, existe vida após as 18 horas.

Família leva seu cachorro para passear na Av. Paulista




domingo, 11 de setembro de 2011

Hábitos e práticas na Grande Avenida


Considerada como um dos cartões postais mais simbólicos de São Paulo, a Avenida Paulista é cenário de contradições entre cumprimento e descumprimento das leis brasileiras.
Em meio aos seus suntuosos edifícios e centenas de transeutes, é possível observar grupos de pessoas que se reúnem nos estabelecimentos da grande avenida em busca de descontração. Não raro, o divertimento vem acompanhado de bebidas alcoólicas, cigarros e muita conversa, e alguns destes itens além de serem perigosos, não agradam muito aos que vivem nos arredores.
Moradores dos edifícios localizados na Avenida Paulista sentem-se incomodados com o ruídos ocasionados pelo público frequentador dos bares. Além disso, a sujeira deixada nos canteiros, mostram que a preservação do espaço não parece ser a preocupação de alguns destes frequentadores, assim como não parece preocupá-los a perigosa combinação entre bebida e direção.
Ainda que haja fiscalização, a lei seca nem sempre é respeitada pela maioria e o resultado desta conduta é a ocorrência de acidentes que podem ser fatais.
Os bares, em contrapartida, parecem dar mais importância as leis do país. Para atender a lei anti-fumo muitos estabelecimentos fixaram cinzeiros nos ambientes externos para que a fumaça do cigarro não seja inalada pelos não fumantes. Dessa forma, ambos os públicos, fumantes e não fumantes, podem se descontrair nas noites da grande avenida.
Como palco de boas e más práticas, a Avenida Paulista continua sendo parte importante do retrato de São Paulo.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Fiscalização da Lei Seca na Paulista
Desrespeito a Lei Seca continua nos bares da Paulista. 

Bares respeitam a Lei anti-fumo com cinzeiros no ambiente externo.


Ruído dos bares gera incômodo aos moradores da Paulista.

Acúmulo de lixo é comum nos arredores dos bares da Paulista.